Título: As oficinas da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro: arquitetura de um complexo produtivo

Autor: Rita de Cássia Francisco

Orientador: Beatriz Mugayar Kuhl

Categoria: Dissertação

Palavras-chave: Arquitetura, Ferrovia, Indústria, Oficinas, Preservação

Resumo: Esta dissertação de mestrado versa sobre as oficinas ferroviárias, adotando-se como caso de estudo as “Officinas Companhia Mogyana”, da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro e Navegação, estabelecidas em Campinas, São Paulo, no início do século XX. A discussão proposta insere-se no campo de estudo do patrimônio industrial e visa contribuir para o reconhecimento, a análise e, em última instância, a preservação de remanescentes da arquitetura ferroviária paulista. O recorte temporal adotado, entre os anos de 1897 e 1908, corresponde ao período de concepção das idéias, do projeto e da execução das oficinas, com a implantação gradual de suas diversas edificações, conformando no pátio ferroviário central de Campinas um verdadeiro complexo industrial destinado ao funcionamento daquela ferrovia. Utilizando fontes documentais diversas, buscou-se investigar as diretrizes internacionalmente difundidas à época para a construção de oficinas ferroviárias, bem como a reinterpretação dessas para a realidade brasileira. Por meio do estudo das “Officinas Companhia Mogyana”, foi possível averiguar a repercussão desses preceitos na determinação da planta industrial estabelecida pela companhia, especificamente em relação às decisões projetuais e de partido. Além disso, utilizando-se de documentos institucionais da Mogiana, mormente os relatórios da diretoria, e de visitas de campo, buscou-se analisar as diversas edificações componentes do conjunto usina geradora, seção de locomotivas, seção de carros e vagões, fundição e rotunda sob a perspectiva de sua funcionalidade e operacionalidade, como também da técnica construtiva empregada, dos arranjos formais e composições estilísticas e das transformações por que passaram ao longo de sua existência. As discussões promovidas intentam vislumbrar outras possibilidades de estudo das edificações ferroviárias, entendendo-as também como complexo produtivo e, conseqüentemente, espaço de trabalho.

Origem: Universidade de São Paulo (USP) Biblioteca digital de Teses e Dissertações

Acesso pela nossa equipe em: 10/03/2010

Plano de Pesquisa

Título: As oficinas da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro: arquitetura de um complexo produtivo

Autores: Francisco, Rita de Cássia

Orientador: Kuhl, Beatriz Mugayar

Categoria: Dissertação

Palavras-chave: Arquitetura, Ferrovia, Indústria, Oficinas, Preservação

Resumo:

Esta dissertação de mestrado versa sobre as oficinas ferroviárias, adotando-se como caso de estudo as “Officinas Companhia Mogyana”, da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro e Navegação, estabelecidas em Campinas, São Paulo, no início do século XX. A discussão proposta insere-se no campo de estudo do patrimônio industrial e visa contribuir para o reconhecimento, a análise e, em última instância, a preservação de remanescentes da arquitetura ferroviária paulista. O recorte temporal adotado, entre os anos de 1897 e 1908, corresponde ao período de concepção das idéias, do projeto e da execução das oficinas, com a implantação gradual de suas diversas edificações, conformando no pátio ferroviário central de Campinas um verdadeiro complexo industrial destinado ao funcionamento daquela ferrovia. Utilizando fontes documentais diversas, buscou-se investigar as diretrizes internacionalmente difundidas à época para a construção de oficinas ferroviárias, bem como a reinterpretação dessas para a realidade brasileira. Por meio do estudo das “Officinas Companhia Mogyana”, foi possível averiguar a repercussão desses preceitos na determinação da planta industrial estabelecida pela companhia, especificamente em relação às decisões projetuais e de partido. Além disso, utilizando-se de documentos institucionais da Mogiana, mormente os relatórios da diretoria, e de visitas de campo, buscou-se analisar as diversas edificações componentes do conjunto usina geradora, seção de locomotivas, seção de carros e vagões, fundição e rotunda sob a perspectiva de sua funcionalidade e operacionalidade, como também da técnica construtiva empregada, dos arranjos formais e composições estilísticas e das transformações por que passaram ao longo de sua existência. As discussões promovidas intentam vislumbrar outras possibilidades de estudo das edificações ferroviárias, entendendo-as também como complexo produtivo e, conseqüentemente, espaço de trabalho.