Título: Geometrias do estilo: genealogia da noção de estilo em arquitetura

Autores: Roni Anzolch

Orientador: Rogerio de Castro Oliveira

Categoria: Tese

Palavras-chave: Arte: Estilos; Estética; Estilos arquitetônicos.

Resumo: Estilo é essencialmente um conceito de juízo de expressão. Em arte atua em nível de metalinguagem pela injunção ou sobreposição de linguagens afins. Do grego metá provém a noção de intermediação ou de ‘mudança de lugar’ e marca o ponto a partir do qual se pode de-constituir os níveis de relacionamento dessas linguagens. É um fato histórico em arquitetura que analogias lingüísticas desta natureza pareçam constituir o modelo de uma linguagem em especial ou pelo menos boa parte dela. Então as formas pelas quais se desenham as estratégias de integração dessas linguagens acabam por nos induzir a pensar a arquitetura como uma linguagem de fato. Em Teoria da Arquitetura, este nível de discussão é levado a efeito, ainda que de forma elíptica, muitas vezes ocultando os instrumentos e a centralidade de um jogo estético crucial. Como nas categorias estéticas de Vitrúvio, trata-se de formas de interação que desenham o relacionamento simultâneo e tentativo de elementos e intenções de desenho. Um estudo genealógico das linhas de argumentações sobre o tema, presentes nas publicações classificadas como Teoria da Arquitetura, permite que se reconstituam os traços evolutivos do relacionamento e funcionamento destas suas categorias. Como num jogo elas se comportam como regras relativamente constantes cujas hierarquias de relacionamento podem se alterar sob determinadas circunstâncias históricas. Se em determinado período histórico estas relações tendem a permanecer constantes, nos períodos de mudança ou transformação novas categorias podem ser propostas, reorganizando instrumentos e procedimentos. A reconstituição da Teoria da Arquitetura como um discurso de estilo enseja, portanto, um estudo extensivo de suas manifestações históricas na arquitetura ocidental desde o Renascimento. São formas de controle a priori e a posteriori que se alternam e tensionam a criação, alterando o grau de organização ou entropia do sistema tanto quanto a previsibilidade ou imprevisibilidade do resultado final. Dessa forma, pela perspectivização de um conjunto de proposições, pelo acordo entre sentidos e inteligência ou mesmo pelo etos do objeto, pode-se, como fio de Ariadne, recuperar o sentido de uma Teoria da Arquitetura e renovar o interesse hermenêutico para o tema.

Origem: Portal UFRGS – Repositório Digital LUME

Acesso pela nossa equipe em: 18 de out. de 2010.

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