Título: A colina sagrada – por uma crítica puro visibilista

Autores: André Luiz Ferreira Lissonger

Orientador: Profa. Odete Dourado Silva

Categoria: Dissertação.

Palavras-chave: Não disponivel.

Resumo: O trabalho procura realizar uma crítica de matriz fenomenológica e do método visibilista de uma parte da cidade de Salvador: a Colina Sagrada. Para tanto, parte do pressuposto de que o objeto arquitetônico da Igreja do Bonfim vai além da sua fisicidade, analisando-o sob uma matriz teórica rossiana, abrangendo no seu estudo: o locus, o genius loci, a sua espacialização, suas relações com a cidade, o ritual que o envolve, o percurso citadino, o traçado, suas permanências, etc. Esta dissertação é iniciada com a compreensão da crítica de arte, sobretudo de arquitetura, nas suas diferentes formas e a eleição natural de uma delas, no caso, o puro visibilismo. O primeiro capítulo procura dar conta do aprofundamento das possibilidades do puro visibilismo como teoria e método visual, para sua posterior aplicação ao objeto selecionado. Antes do encontro metodológico crítico puramente visibilista com o objeto, torna-se necessário conceituá-lo (objeto) como arquitetura, passo esse realizado no segundo capítulo, sob a matriz rossiana. É aí que se procura provar que a Colina Sagrada é arquitetura e, assim, torná-la objeto passível de crítica. O terceiro capítulo é justamente o encontro do método crítico puro visibilista com esse objeto de estudo, já reconhecido como  arquitetura da cidade. Dá-se justamente através de exercícios figurativos que foram realizados através da grande extensão de espacialização do objeto de estudo pela cidade. Tais exercícios sintetizam o suprassumo da crítica em seu limite puramente visibilista e não apenas verbal, ancorando uma poética estritamente pessoal na recriação do objeto. Então, sob a forma de aquarelas, temos o momento de reconhecimento metodológico da obra de arte diante dos olhos do autor da dissertação. No quarto capítulo, “Será o chamado estado da arte ou crítica da crítica sobre a arquitetura barroca”, procura-se concluir com a contribuição da crítica visibilista para a atualização do tema. É um capítulo que foi realizado após a verificação da proximidade dos valores da obra com os valores visuais da arquitetura da cidade barroca. No próximo passo, na busca de uma conclusão, procura-se verificar a coincidência entre a crítica puramente visibilista, realizada no capítulo três, e os valores visibilistas da arquitetura barroca apontados no quarto capítulo. Poe-se, assim, em relevo, a possibilidade de comprovar dedutivamente que a arquitetura da Colina Sagrada, sob um viés puro visibilista, é barroca por excelência.

Origem: Portal PPGAU/ FAUFBA

Acesso pela nossa equipe em: 26 de nov. de 2010.

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