Título: A imagem ambiental urbana do Comércio no século XIX

Autores: Jorge Villota PEÑA

Orientador: Prof. Paulo Roberto S. Rocha

Categoria: Dissertação.

Palavras-chave: Não disponivel.

Resumo: O estudo da imagem ambiental urbana, entendida como representação mental de um lugar ou objeto, é um tema de valor incalculável dentro do campo do Desenho Urbano. A preservação, recriação ou anulação (segundo o caso) de aspectos ou elementos da paisagem, através de diretrizes decorrentes de arrolamentos imagéticos, desempenha um importante papel na configuração de organizações físico-ambientais de caráter forte. Esta linha de pesquisa já vem se desenvolvendo desde começos da década de 60, mas sempre sob uma ótica psicológica ou sociológica, em que a ideia de resultado-síntese (justificada pela quantificação estatística e válida apenas para o momento do levantamento) deixa de lado questões primordiais, como o tempo e a cultura. A imagem, como  construção cultural, um tema que não foi até agora enfatizado ou aprofundado nas pesquisas, pode evidenciar um jogo dinâmico em que mudanças e persistências operam simultaneamente ao longo do tempo, negando-se, dessa forma, a suposta estaticidade que se quer impor às imagens através das metodologias usuais. Assim, foi proposta a realização de um exame de longa duração, com a finalidade de procurar persistências e continuidades, e verificar as mudanças. Da mesma forma, reconheceu-se a necessidade de dominar o tempo curto de análise, como fatia conformativa de todo um processo em desenvolvimento. Tanto a diacronia quanto a sincronia interessarão nesse tipo de estudo, em que as contribuições teórico-metodológicas da Antropologia e da Nova História Cultural  podem ser consideradas imprescindíveis. Nesse sentido, desenvolveu-se um estudo de caso em que  se tomou como referencial físico uma área na cidade de Salvador, conhecida como Comércio, procurando fazer uma reconstrução perceptiva do passado, através de documentação (escrita e iconográfica) elaborada por viajantes estrangeiros que passaram pela cidade no século XIX. Especificamente, foi feito um recorte temporal de um século, dentro da qual se definiram subdivisões a cada dez anos. Por último, foram formulados ou compostos dez textos arquetípicos com características independentes entre si, isto é, um para cada década, os quais podem ser considerados modelos ideais ou protótipos de imagem, capazes de responder a todas as possíveis variantes individuais que cada autor origina. A pesquisa evidenciou uma clara influência cultural na formação das imagens, através da persistência diacrônica das mesmas e do caráter complementar-concordante (sincrônico) das informações fornecidas por diferentes viajantes.

Origem: Portal PPGAU/ FAUFBA

Acesso pela nossa equipe em: 25 de nov. de 2010.

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