Título: A Presença da arquitetura neocolonial na Cidade do Salvador

Autores: Silvia Becher Breitembach

Orientador: Odete Dourado Silva

Categoria: Dissertação.

Palavras-chave: Não disponivel.

Resumo: A tomada de consciência por uma identidade nacional no início do século XX torna-se uma força motivadora em que se interpreta, pela primeira vez na história brasileira, o que se pode validar como uma autêntica arquitetura nacional. Isso acontece em um momento em que o Brasil encontra-se envolvido em meio a diversas correntes conservadoras e progressistas. Contudo, havia em todas elas a mesma aspiração de que ser moderno é ser nacionalista. Nesse contexto, surge uma produção arquitetônica conhecida como “Estilo Neocolonial”, gestada a partir de uma campanha que se inicia na segunda década do século XX. Nasce da reação contra um aparato de estrangeirismos ecléticos então dominantes e deflagra uma reação calcada ideologicamente no tradicionalismo conservador. Assim, desenrolam-se duas décadas de esforços tentando estabelecer um estilo composto por ornamentos característicos da arquitetura colonial, cujo referencial estético é reconhecido pelo povo. O ideário propugnado em artigos e conferências pelo arquiteto Ricardo Severo, radicado em São Paulo, é encampado por vários intelectuais e encontra seu mais famoso defensor na figura de José Mariano Filho, cuja atuação no Rio de Janeiro traz a reboque vários adeptos, entre os quais Lúcio Costa, personagem fundamental na transição do neo para o moderno e que viveu como protagonista de ambos. Assim, Salvador também percorre os caminhos históricos do Neocolonial. É nas décadas de 20 e 30 que floresce a maior parte da produção construída, adotada em residências, escolas, clubes e outros projetos públicos. É nesse contexto de representações simbólicas que o neocolonial é interpretado e contextualizado, pelo seu caráter de vocação nacionalista e preservacionista, mas que constitui uma interpretação ambígua, cujos referenciais são postos de lado pelo surgimento da arquitetura moderna, contra a qual ele travou uma batalha perdida na disputa pela legitimidade da arquitetura na cultura brasileira.

Origem: Portal PPGAU/ FAUFBA

Acesso pela nossa equipe em: 30 de nov. de 2010.

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