Título: Configurações da metrópole moderna: os arranha-céus de Belo Horizonte 1940/1960

Autores: Juliana Cardoso Nery

Orientador: Prof. Marco Aurélio A. de Filgueiras Gomes

Categoria: Dissertação

Palavras-chave: Não disponivel.

Resumo: O edifício alto e o processo de verticalização das grandes cidades do mundo sempre estiveram ligados a dois fatores prioritariamente: um de ordem econômica – a valorização e multiplicação da terra urbana; e outro de ordem simbólica – a demonstração de progresso e modernidade de uma grande metrópole. No caso do Brasil, não aconteceu diferente. Porém, em alguns momentos, essa imagem antecedeu ao fato concreto da metropolização da cidade, como em Belo Horizonte. Seu processo de verticalização se iniciou antes do esgotamento de terras no centro da cidade e de sua condição socioeconômica metropolitana. Algumas particularidades na formação e gestão da cidade foram responsáveis por essa inversão na ordem tradicional do processo, dentre elas a postura do poder público, que criou condições estruturais e ideológicas favoráveis a tais acontecimentos. A arquitetura passou a ser um dos principais instrumentos de modernização da cidade. O arranha-céu, então, tornou-se um dos expoentes da modificação do espaço urbano da capital mineira. Prédios altos simbolizavam desenvolvimento, grande centro e modernidade. Por trás disso, significavam, também, especulação imobiliária, valorização da terra urbana, crescimento do mercado imobiliário. O discurso e a imagem antecipada de grande metrópole industrial abriram ainda mais espaço para um mercado em formação. Este trabalho busca, então, identificar os elos entre poder público, mercado imobiliário, arquitetos e construtores, ideais, linguagens e concretizações modernas que deram suporte ao início desse processo na capital mineira e determinaram a imagem metropolitana da cidade.

Origem: Portal PPGAU/ FAUFBA

Acesso pela nossa equipe em: 26 de nov. de 2010.