Título: De Camilo Sitte à revolução digital: método do melhor aproveitamento das construções monumentais

Autores: Juarez Moara Santos Franco

Orientador: Francisco de Assis da Costa

Categoria: Dissertação.

Palavras-chave: Não disponivel.

Resumo: A representação da cidade, do ponto de vista do observador cotidiano, é um tema difícil até para arquitetos e urbanistas. Os sítios e monumentos históricos, pela complexidade que envolve sua conservação, oferecem dificuldades adicionais em sua apresentação, mesmo com os recursos oferecidos com as recentes conquistas no campo da computação gráfica. Camillo Sitte, autor vienense do último quartel do século XIX, é o expoente de uma escola que acreditava ser o desenho urbano das cidades antigas o modelo por excelência para o futuro, a ser aprendido e reinventado segundo as necessidades de seu tempo. Suas ideias ainda constituem lições sobre a arte de ver as cidades de ontem ou de hoje. As lições sobre a História da Arquitetura e do Urbanismo dependem, no entanto, de algo que se torna mais difícil: manter sempre intacto o patrimônio histórico. Se as próximas gerações não puderem experimentar aquilo que os antigos nos legaram, a verificação de seus postulados será impossível. A infografia, a internet e o desenvolvimento das interfaces homem–máquina podem tornar possível, em uma ou duas décadas, uma conservação iconográfica que aproxime a percepção do real e sua representação. Isso seria uma contribuição valiosa para a preservação da memória de nossa herança cultural, mas ainda há muito por experimentar com as técnicas digitais antes que elas atinjam sua plenitude como ferramenta didática. Partimos da observação sistemática do espaço urbano da cidade de Salvador, do período colonial e contemporâneo, para assimilar as técnicas de apreensão que a literatura nos oferece, de europeus do fim do século XIX a brasileiros da segunda metade do século XX. Criamos, a seguir, um cenário interativo do Centro Histórico de Salvador, e comparamos a percepção do espaço real e de sua representação digital. Discorremos, a seguir, sobre as dificuldades que encontramos para elaborar um modelo 3D da Catedral Basílica de Salvador, como ferramenta didática para sua compreensão e disseminação.

Origem: Portal PPGAU/ FAUFBA

Acesso pela nossa equipe em: 30 de nov. de 2010.

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