Título: Tintas e pigmentos no patrimônio urbano pelotense – Um estudo dos materiais de pintura das fachadas do século XIX.

Autores: Daniele Baltz da Fonseca

Orientador: Mario Mendonça de Oliveira

Categoria: Dissertação

Palavras-chave: Não disponivel.

Resumo: Esta dissertação estudou uma metodologia de intervenção cromática em edifícios de interesse cultural e os materiais de pintura de fachadas mais utilizados nas edificações pelotenses do século XIX. Sua apresentação foi estruturada em três partes, e a primeira delas aborda as relações cromáticas em centros históricos, exemplos de planos de cor estabelecidos em cidades europeias, e apresenta, através de dois exemplos práticos de elaboração de propostas cromáticas para monumentos, uma metodologia para a intervenção de pintura fundamentada sobre a teoria da restauração. A segunda parte consiste num aprofundamento técnico e histórico sobre os materiais de pintura como a cal e os pigmentos. Com isso, conheceram-se os materiais corantes mais possíveis de terem sido utilizados nas fachadas do século XIX. Essa parte abordou, também, a história da cidade escolhida como objeto deste estudo (Pelotas/RS), bem como a contextualização das relações cromáticas estabelecidas nessa cidade durante seu período eclético. A terceira parte traz exemplos dos métodos científicos utilizados nos estudos cromáticos de edificações históricas: prospecção de camadas de pintura, análises da secção polida, microscopia de luz polarizada, análises químicas de pigmentos, entre outros. Apresenta, ainda, as pesquisas que determinaram os pigmentos mais utilizados para os grupos cromáticos amarelos, vermelhos e azuis das fachadas pelotenses da segunda metade do século XIX. Essas pesquisas utilizaram a espectroscopia Raman e a microscopia eletrônica de varredura com espectrômetro de energia dispersiva (MEV-EDS) como técnicas de análise qualitativa. Dentre as amostras analisadas, verificou-se, para os grupos de cor amarela e vermelha, a presença dos pigmentos amarelo ocre e vermelho ocre (coloridos a partir do óxido de ferro); para o grupo azul, encontrou-se a lazurita, um pigmento obtido a partir de uma gema semipreciosa conhecida como lápis-lazúli.

Origem: Portal PPGAU/ FAUFBA

Acesso pela nossa equipe em: 30 de nov. de 2010.

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