Título: Um olhar sobre as antigas vilas mineradoras: Minas Gerais e Bahia

Autores: Cláudia Prates Públio

Orientador: Paulo Ormindo de Azevedo

Categoria: Dissertação

Palavras-chave: Não disponivel.

Resumo: Cada cidade brasileira traz consigo a história de sua fundação. O processo de fundação de vilas foi marcado por intercâmbios de conceitos e modelos trazidos pelos diversos agentes que atuaram no desenrolar do urbanismo no Brasil. Cada uma delas sofreu adaptações às condições locais e foi influenciada pelos protagonistas participantes. Pretende-se afirmar, nesta dissertação, que, apesar de fundadas em diferentes áreas do território brasileiro, agentes em comum fizeram com que o processo de surgimento de vilas apresentasse características semelhantes. Tomando como base essa afirmação, investiga-se o processo de ocupação do interior de Minas Gerais e da Bahia, durante o período da mineração do ouro no século XVIII, quando a descoberta do rico potencial mineral dos dois Estados os transformou em dois polos de atração. A descoberta de ouro em Minas Gerais e na Bahia são contemporâneas. Assim como em Minas Gerais, afirma-se que a descoberta inicial do ouro na Bahia foi propiciada por paulistas. Dessa forma, busca-se um paralelo entre os dois processos de ocupação, com características e protagonistas semelhantes, homens garimpeiros, nômades e viajantes, numa tentativa de estabelecer similitudes urbanísticas características desse período nas antigas vilas mineradoras. Pretendeu-se atender às seguintes questões: 1. Através do cruzamento de informações relativas ao ciclo do ouro, buscar a confirmação da atuação de agentes comuns no processo de urbanização do interior de Minas Gerais e Bahia. 2. Promover uma análise através das informações obtidas sobre as vilas surgidas neste período, nos dois atuais Estados, com base em parâmetros preestabelecidos para a compreensão da configuração urbana dessas povoações. 3. Catalogar essas vilas segundo características em comum e, dessa forma, afirmar que o intercâmbio de ideias e experiências possibilitado pelo nomadismo dos garimpeiros resultou em interferências que se propagaram, gerando influências e identidades comuns. Frutos do mesmo ciclo econômico, surgidas pela força da mesma mão de obra, as cidades estudadas nesta pesquisa, que se desenvolveram ao redor de núcleos regionais, como Ouro Preto em Minas Gerais, e Rio de Contas, na Bahia, também experimentaram a decadência quando do esgotamento de suas jazidas.

Origem: Portal PPGAU/ FAUFBA

Acesso pela nossa equipe em: 26 de nov. de 2010.

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