Título: A sustentabilidade na formação atual do arquiteto e urbanista

Autores: Dianna Santiago Villela

Orientador: Roberto Luís de Melo Monte-Mór

Categoria: Dissertação

Palavras-chave: Não consta.

Resumo: Este trabalho tem por objetivo central analisar se a sustentabilidade tem sido suficientemente abordada e discutida na formação do arquiteto e urbanista. O conceito de sustentabilidade, apesar de bastante utilizado, é amplo e falta-lhe, além de precisão, conteúdo. Portanto, tenta-se explicá-lo com base em suas múltiplas definições e seu surgimento, bem como tendências anteriores ao conceito. Para averiguar o discurso atual da inserção da sustentabilidade na formação do arquiteto, são pesquisadas e discutidas as diretrizes curriculares gerais, assim como os programas de alguns cursos de graduação, em arquitetura e urbanismo no país. Em seguida, são apresentados os conceitos de educação ambiental e educação para a sustentabilidade, tomados como necessários para dar suporte e embasamento à formação do arquiteto. Posteriormente, são apresentados os resultados de uma pesquisa realizada, através de questionários com estudantes de arquitetura, arquitetos e, em seguida, com os premiados do Concurso Opera Prima de 2001 a 2006, para verificar, através da opinião dos jovens arquitetos, como tem sido percebida a abordagem e discussão da sustentabilidade nos cursos de arquitetura e urbanismo. Os resultados mostram que a sustentabilidade não tem sido suficientemente abordada na graduação, e isto pode, e deve estar afetando a formação atual do arquiteto e urbanista, que termina a graduação sem uma visão global. Aqueles que se interessam particularmente pelo tema procuram cursos de pós-graduação nessa área específica sem que, todavia, a sustentabilidade arquitetônica e urbanística como um todo faça parte da bagagem teórica e técnica do arquiteto. Entretanto, há um consenso entre os arquitetos e estudantes entrevistados que a formação do arquiteto deve incluir questões de sustentabilidade, referentes à melhoria e qualidade de vida humana em plena integração com a natureza. Assim, esta questão deve ser prioridade para o ensino profissional básico e não restrita a disciplinas optativas ou pósgraduações.

Origem: Biblioteca Digital UFMG

Acesso pela nossa equipe em: 24 de set. de 2010.

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