Título: O urbanismo modernista em Minas Gerais: o caso “Ipatinga”

Autores: Roxane Sidney Resende de Mendonca

Orientador: Professora Doutora Maria Lúcia Malard

Categoria: Dissertação

Palavras-chave: Não tem.

Resumo: Esta dissertação tem como objetivo avaliar a pertinência da crítica pós-moderna para o caso das cidades brasileiras, com base no que ocorreu em Ipatinga, uma cidade de Minas Gerais, que foi implementada juntamente com a USIMINAS, para lhe dar suporte. Desenvolve-se o argumento de que os conceitos da urbanística modernista da Carta de Atenas foram aplicados no Brasil em um contexto diverso daquele que os originou na Europa e nos Estados Unidos. Entretanto, as críticas centrais ao planejamento urbano modernista foram aceitas pelos brasileiros sem a real verificação da sua pertinência em nossas cidades projetadas. Esse argumento fundamenta-se num estudo comparativo entre a parte projetada de Ipatinga e a que cresceu sem um plano geral. Primeiramente se apresenta o referencial teórico da dissertação, justificando a importância de se reavaliar as críticas pós-modernas para o caso de cidades brasileiras. Em seguida são trazidas as referências históricas e conceituais do caso estudado e é apresentada a Vila- Operária da USIMINAS, em Ipatinga. Prossegue-se através da discussão dos conceitos aplicados ao estudo comparativo entre a parte projetada pela USIMINAS e a parte que cresceu sem um plano geral. Para isso foram escolhidos quatro bairros: dois que pertencem a Vila-Operária (Cariru e Novo Cruzeiro) e dois que cresceram de acordo com o mercado imobiliário (Cidade Nobre e Bom Jardim). A comparação das duas situações analisadas – a “artificial” e a “espontânea” – foi examinada à luz da crítica pós-moderna, notadamente aquela proferida por Lefèbvre (1969,1999), Jacobs (2000) e Alexander (1967). Conclui-se que Ipatinga constitui um rico laboratório para análise da pertinência da crítica pós-moderna, como exemplo de um caso brasileiro. As situações analisadas mostram que não se deve tratar a aplicação dos preceitos do urbanismo modernista como algo fracassado. Pelo contrário, Ipatinga revela que devemos analisar criticamente os nossos problemas urbanos, pois eles são peculiares. Os preceitos modernistas podem ser relevantes para preservar o espaço, o sol e a vegetação, mas ao mesmo tempo, podem ser ultrapassados, se forem adotados como modelos fechados e rígidos.

Origem: Biblioteca Digital UFMG

Acesso pela nossa equipe em: 04 de out. de 2010.

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