Título: Pasta 00731 – volumes 01 e 02 end.: quarteirões fechados da praça sete de setembro apenso ao processo n. – 01.059220.95.10: sobre a produção de uma nova sensibilidade urbana pela arquitetura.

Autores: Frederico Canuto

Orientador: Roberto Luís de Melo Montemór.

Categoria: Dissertação

Palavras-chave: Não tem.

Resumo: Partindo da premissa de que a Arquitetura define sua especificidade em um movimento contínuo de diferenciação e apropriação de conhecimentos de outros campos que para ela convergem, como o planejamento urbano, a geografia, a história, a etnografia, a arte e a sociologia, entre outras que de alguma forma se relacionam criticamente com o espaço e sua produção, esse trabalho procura estabelecer, a partir de movimentos interdisciplinares, novas maneiras de se pensar e atuar sobre as relações de produção de uma esfera ampliada da vida cotidiana territorializadas no urbano, este pensado como um campo de forças conflituosas que, por vezes, levam a impasses e falsas consensualizações. Para tal, considerou-se tanto a Praça Sete de Setembro como um caso exemplar, assim como seu processo de aprovação e construção que datam inicialmente de 1989 – inserido dentro de um concurso nacional de arquitetura cujo local de propostas era a área central de Belo Horizonte, o BH Centro – até sua requalificação em 2003. Compreendendo o espaço da Praça Sete de Setembro e seu processo de produção não como um estudo de caso específico dentro do trabalho, mas como espacialidade gerada a partir da história da cidade onde ela existe, analisa-se criticamente o modo como o profissional arquiteto atuou e reformou tal espaço, a partir de que lugar institucional ele o fez e que urbanidade foi gerada com o projeto e sua espacialização, apontando a que propósitos tal requalificação urbana interessa, bem como novas possibilidades de atuação e proposição, latentes nessa realidade espacial. A dissertação se estrutura, num primeiro momento, numa análise do estado da arte da profissão de arquiteto e urbanista e sua relação com seus procedimentos formalizadores desde o século XVIII até o presente, estabelecendo conexões com o Estado, o espaço que ele produz e reproduz, e a natureza das relações produzidas no cotidiano vivenciado pela população. Depois, é estabelecido e discutido um novo instrumental para se compreender o espaço socialmente vivido e suas relações territorializadas, bem como sua produção, através da proposição e explicitação dos conceitos de (F)ormalidades, (REF)ormalidades e (INF)ormalidades. Lançando mão desses novos conceitos aplicados ao caso da Praça Sete de Setembro, contextualizado dentro da história da cidade de Belo Horizonte, procura-se compreender a natureza do urbano e sua produção numa escala espaço-temporal. E finalmente, no último capítulo, a partir do espaço gerado e apropriado por seus usuários, e seus constantes choques com outras instâncias territoriais(zadas), são propostas novas bases para novos modos de atuação no urbano pelo arquiteto, assim como a geração de um conhecimento, de natureza propositiva, sobre a cidade e seus espaços.

Origem: Biblioteca Digital UFMG

Acesso pela nossa equipe em: 01 de out. de 2010.

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