Título: Reocupação do centro de Belo Horizonte: as possibilidades de uma nova circulação viária

Autores: Guilherme de Castro Leiva

Orientador: Profa. Dra. Jupira Gomes de Mendonça

Categoria: Dissertação

Palavras-chave: Não tem.

Resumo: Belo Horizonte, como a grande maioria das capitais brasileiras, apresenta sérios problemas decorrentes do trânsito e das políticas de transportes e trânsito impostas até o momento. Os espaços de convivência estão desaparecendo em detrimento dos espaços de circulação e há uma degradação ambiental do espaço urbano em função do aumento da poluição, do ruído e do número de acidentes entre outros fatores. A intensidade dos fluxos de veículos, associada a outros fatores ambientais, sociais e econômicos, incompatibiliza a convivência equilibrada entre as diversas atividades necessárias para o equilíbrio da cidade, promovendo a supressão de uma ou de várias atividades em função da circulação de veículos. No Centro de Belo Horizonte, a atividade que mais vem perdendo participação com este desequilíbrio é a residencial, a qual, nas últimas duas décadas, passou por uma grande mudança tanto de dinâmica, com alteração do perfil dos moradores, quanto de densidade, com diminuição populacional. Neste trabalho, cujo objetivo principal é propor nova ótica da circulação viária que seja capaz de auxiliar na re-obtenção do equilíbrio entre as atividades, especialmente o estímulo da residencial, mantendo a diversidade do Centro, busca-se ainda compreender o porquê desse quadro de desequilíbrio e identificar as percepções dos moradores sobre a região, bem como suas perspectivas. Para isso, foram trabalhados os dados do Censo 2000 (IBGE), as Pesquisas Origem e Destino de 1992 e 2002 da Fundação João Pinheiro, bem como realizada uma pesquisa de campo junto aos moradores do Centro. Entre outras considerações, concluiu-se que é fundamental, para re-obter o equilíbrio entre as atividades, a realização de intervenções no sistema viário visando prioritariamente à “apropriação” dos espaços públicos. É preciso criar um ambiente que permita a “revitalização” do discurso do Centro perante o restante da cidade, desenvolvendo a atividade residencial, consolidando seu uso em determinadas áreas e reocupando outras abandonadas. A organização da circulação de pessoas e veículos, no momento em que se apropria das técnicas de racionalização da circulação para a criação de espaços privilegiados, capazes de reorientarem as atenções para formas intensas de uso do espaço urbano, estará promovendo vitalidade nas relações interpessoais, conformando a permanência.

Origem: Biblioteca Digital UFMG

Acesso pela nossa equipe em:  04 de out. de 2010.

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