Título: Forma e qualidade ambiental na arquitetura contemporânea brasileira.

Autor: Patrizia Di Trapano

Orientador: Leopoldo Eurico Gonçalves Bastos

Categoria: Tese

Palavras-chave: projeto; acervo; forma; arquitetura moderna;

Resumo: Neste trabalho discute-se sobre forma e qualidade ambiental na Arquitetura Contemporânea Brasileira, no período relacionado com os últimos anos do século XX e início do presente século. O grande desafio é investigar como os arquitetos que se formaram na escola modernista, estão concebendo suas formas contemporâneas, face aos compromissos com a qualidade ambiental. Para isso, sustenta-se a hipótese de que “a forma é a construção do espaço e da matéria, e como tal considera-se a sua composição, configuração, estrutura, aspectos construtivos, funcionalidade e a qualidade ambiental.” Considera-se então a necessidade de uma pesquisa relacionada com as seguintes questões: se a forma é resultante de um processo de concepção, fundamentado nos requisitos de qualidade ambiental; se é resultante de uma forma já pré-determinada, onde os requisitos de qualidade ambiental guiaram o processo de projeto, e foram consideradas na fase de concepção; se é resultante de uma forma já pré-determinada, e dotada de uma agregação de dispositivos arquitetônicos e meios tecnológicos voltados para a qualidade ambiental; como os aspectos compositivos e de configuração espacial se relacionam com a forma; como os paradigmas definidos pelo pós-modernismo têm influenciado na forma. Para alcançar tal objetivo, se propõe uma metodologia de trabalho que aborde conceitos sobre composição, configuração espacial, qualidade ambiental e teorias da pós-modernidade, baseada em diversos autores. Como critérios para seleção das obras e aplicação desta metodologia buscou-se obras contemporâneas de médio e grande porte, de arquitetos com formação na década de 50/60, no RJ e SP, com algum requisito de qualidade ambiental explicitado na sua forma, ou na conceituação do projeto. São elas: Fábrica da Natura, SP e Centro da Cultura Judaica, SP – Roberto Loeb, Centro Britânico Brasileiro, SP – Marc Rubin, Edifício Cidade Nova, RJ – Ruy Rezende, Torre Almirante, RJ – Davino Pontual e Robert Stern Architects, Centro de Reabilitação Infantil SARAH, RJ – João Filgueiras Lima. Foram realizadas também entrevistas com os profissionais, pesquisa documental das obras, e uma visita detalhada a cada edifício, com o objetivo de formar um corpo de conhecimentos que permitiu, de certo modo, responder às questões levantadas e relacionadas com a hipótese.

Origem do arquivo: Portal PROARQ – UFRJ

Acesso em: 06 de junho de 2012.

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