Título: A ocupação das encostas no Rio de Janeiro: morfologia, legislação e processos sócio-ambientais.

Autor: Mônica Bahia Schlee

Orientador: Vera Regina Tangari

Categoria: Tese

Palavras-chave: evolução urbana; ocupação; morros; Rio de Janeiro; morfologia da paisagem

Resumo: O objetivo da presente pesquisa é refletir sobre a situação atual da ocupação das encostas e seus efeitos na transformação da paisagem da cidade do Rio de Janeiro, identificar os padrões morfológicos, os processos e as lógicas que lhes deram origem e investigar a influência da legislação na sua formação, transformação e disseminação sobre o território, bem como na gênese dos conflitos sócio-ambientais que aí têm lugar. Este trabalho fundamenta-se em contribuições da ecologia da paisagem, da morfologia urbana e da arquitetura da paisagem e desenvolve-se em três escalas de análise. O primeiro nível de análise diz corresponde à contextualização da cidade do Rio de Janeiro, em comparação a outras quatro cidades brasileiras &8722; Florianópolis, Vitória, São Paulo e Belo Horizonte, à luz dos aspectos geo-biofísicos, paisagísticos e de regulação da ocupação e de proteção das encostas. O segundo nível de análise refere-se à caracterização da ocupação nos maciços e morros isolados no contexto intra-urbano da cidade do Rio de Janeiro. O terceiro nível de análise diz respeito à ocupação das encostas no Maciço da Tijuca, onde se localiza o único Parque Nacional brasileiro integralmente urbano; com foco em três áreas de maior detalhamento, localizadas em áreas sujeitas a intensa pressão urbana decorrente da progressiva valorização imobiliária, em suas vertentes sul, leste e oeste, nas bacias de São Conrado e do Rio Rainha, do Rio Carioca e do Rio Cachoeira. Parte-se do pressuposto de que uma leitura sistêmica da paisagem urbana implica em análises complementares do suporte geo-bio-físico e do suporte construído em diversas escalas, articuladas a diagnósticos comparativos a outros contextos de referência. A partir dessa premissa, defende-se a hipótese de que a morfologia da paisagem das encostas reflete a lógica dos processos que a produziram ao longo do tempo e a influência da legislação que incide sobre ela. Defende-se também que os espaços livres localizados nas encostas são fundamentais para fortalecer a aplicação de instrumentos legais destinados à proteção das florestas urbanas no Rio de Janeiro.

Origem do arquivo: Portal PROARQ – UFRJ

Acesso em: 06 de junho de 2012.

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